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Vício

Distorce-se um desejo em vício,
Perdendo noção do agrado ao impulso.
E uma força se faz de dentro,
feita de si contra si própria.

Rasga-se o medo de perder,
Pois é sabido que é difícil de vencer.
E este amor é feito de papel,
E seu fogo apaga as palavras nele escrito.
E o tempo diz quem somos, e molda-nos o rosto,
Faz dele uma escultura em rocha,
Da pele endurecida pelo sol que seca a sua essência.

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Pessoal, a partir de agora vejam o meu conteudo em http://profanaalvorada.tumblr.com/

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O Império

No silêncio da ruas
Gritam a sós escondidas na calçada
Marcas do trote de pisadas cruas
Sem uma expressão sob sua alçada
Uma recordação sem memória
A opressão da existência simplória

Forjemos pessoas audazes
Destinadas a unir uma força
De si feita dos obreiros capazes
Gritando com uma voz que distorça
A realidade presente da história
Perdida e escondida no eterno
Escuro e vazio inferno
Sem uma recordação de glória

Ao império nos dobramos
Sobre joelhos quebradiços.
Aos amos confiamos sua incapacidade
De venerar todo o génio capaz.
Vemos de fora o vazio voraz,
Parados, impotentes,
Interrogando-se sobre a razão,
Porque vivemos na abastada imensidão,
Impedidos da rendição aos sentidos?
Porque não encaramos o medo de estar enganados,
Alheados aos ideais que nos deixam enfraquecidos?

Perdeu-se a lógica num pensamento estagnado
Para o perjúrio de um ser enlouquecido.
Viu-se na fome um ser humano e estragado
Saindo deste mundo sem nunca se ter ouvido.

Quando irá o Sol amanhecer,
Iluminando a manhã vermelha
Destruindo o império,
Mobilizando a revolução?

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Geometria dum Quadrado

Mais depressa damos um cigarro que um tostão!
Mais depressa queremos ver alguém morrer!
Trocamos o direito dum pobre a comer,
Por mais uma nota, uma moeda, um tiro no chão!
Lembrem-me de quando o mundo nasceu,
De quando ele por uma glória morreu!

Somos o vicio o alimento
de um sonho quadrado.
Somos a força de um jumento
o pensador pau mandado.
Somos o jogo, o baralho
De líderes que não valem
Pela força do seu trabalho!
Chamem os resistentes de rebeldes
Utópicos e riam-se…

Digam-me apenas quando a Terra se ajoelhou
Perante a doença humana que o contaminou
Que todos os dias nos tinge
E a culpa impinge
Nos faz viver em longo tempo
Que no fim passa rápido, a progresso lento

Pensar até o despertar,
Conjugar ideias
Fazer a Terra acordar
Com um turbilhão de pessoas
Nas ruas à revolução
Ao soco e ao pontapé
Arrancar o escroto da governação em fé
Vingando a traição,
Sem ser nunca em demasia
Incendiar a semente de toda a burguesia

Digam-me quando a Terra se ajoelhou
Digam-me…
Perante a doença humana que o contaminou
Que não nos deixa fugir
Escapar nem por longas léguas
Nem que a morte venha acudir
Pois este lugar tão cedo não dá tréguas

Expulsemos da memória a escória capitalista
Que do consumo fez o progresso
E do pensamento e da arte um excesso.
Porque para onde um rio corre
Uma pergunta nasce
Em baixo do sol ardente.
E de si uma resposta morre
Pois à razão submissa faz-se
Nascendo de si um pensamento quente.

Rir torna-se um surreal choro,
Uma saudade pelo desconhecido
A vontade sem um individual foro
Sem um olhar um sentido

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Mais depressa damos um cigarro que um tostão
Mais depressa queremos ver alguém morrer
Trocamos o direito dum pobre a comer
Por mais uma nota, uma moeda, um tiro no chão
Lembrem-me de quando o mundo nasceu
De quando ele por uma glória morreu

Somos o vicio o alimento
de um sonho quadrado
Somos a força de um jumento
o pensador pau mandado
Somos o jogo, o baralho
destes líderes que não valem
Pela força do seu trabalho
Chamem os resistentes de rebeldes
Utópicos e riam-se…

Digam-me apenas quando a Terra se ajoelhou
Perante a doença humana que o contaminou
Que todos os dias nos tinge
E a culpa impinge
Nos faz viver em longo tempo
Que no fim passa rápido, a progresso lento

Pensar até o despertar,
Conjugar ideias
Fazer a Terra acordar
Com um turbilhão de pessoas
Nas ruas à revolução
Ao soco e ao pontapé
Arrancar o escroto da governação em fé
Vingando a traição,
Sem ser nunca em demasia
Incendiar a semente de toda a burguesia

Digam-me quando a Terra se ajoelhou
Digam-me…
Perante a doença humana que o contaminou
Que não nos deixa fugir
Escapar nem por longas léguas
Nem que a morte venha acudir
Pois este lugar tão cedo não dá tréguas

Expulsemos da memória a escória capitalista
Que do consumo fez o progresso
E do pensamento e da arte um excesso.
Porque para onde um rio corre
Uma pergunta nasce
Em baixo do sol ardente.
E de si uma resposta morre
Pois à razão submissa faz-se
Nascendo de si um pensamento quente.

Rir torna-se um surreal choro,
Uma saudade pelo desconhecido
A vontade sem um individual foro
Sem um olhar um sentido

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Beyond the grave

When the sun shines
Beyond the grave
Under the eye of the pale God
No one can see the truth,
The meaning of walking
Beneath the shadow
Of the dead.
And as moments of history flow
Bounded with it’s dirty seconds
Can anyone tell what’s true
Or a lie?

There is no path for the blind
No more life for the deaf
Ignorance will be found in regret
No pain for the ones who forget

Raise your hands,
Hold your fists,
Bury the memories down
Humanity will depart to a new life
With no sign of oppression

Nothing of this will remain
Pray for the void with a red cry
Leave this home forsaken
A new world will be awaken

There is no path for the blind
No more life for the deaf
Evil will fall with the blood bathed sky
No sorrow will take it’s pain away

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Surrealizar

Decompõe-se o espaço
Contando os segundos para o fim
O fim de quê?
O fim da palavra da voz do rancor?
O fim da voz da palavra do senhor?

Adeus a um momento
Adeus a um passo lento
Adeus a um segundo
Adeus à voz de um vagabundo

Mas quem era o vagabundo?
Era ele apenas quem os humanos
Um moeda depositavam olhando
Olhando de lado tapando o nariz
Suspeitando fecundo
Por não ser como os outros mundanos
Vazio simplesmente esperando
Um dia ser como os outros feliz?

Mas quem é feliz?
Aquele que se ignora?
Aquele que ganha fome
E ao objectivo se esmola?

Conta-se o tempo
E nenhum passa um acontecimento
Nenhum deixa andar o passado
Parado no futuro presente
Mas escutem!
Escutem a voz deste vazio em vento…
Escutem quem vos gritou a sabedoria
Provem-na quente!
Pois a vingança se serve bem fria!

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A Geometria de Um Quadrado

Mais depressa damos um cigarro que um tostão
Mais depressa queremos ver alguém morrer
Trocamos o direito dum pobre a comer
Por mais uma nota, uma moeda, um tiro no chão
Lembrem-me de quando o mundo nasceu
De quando ele por uma glória morreu

Somos o vicio o alimento
de um sonho quadrado
Somos a força de um jumento
o pensador pau mandado
Somos o jogo, o baralho
destes líderes que não valem…
UM C*
Chamem os resistentes de rebeldes
Utópicos e riam-se…

Digam-me apenas quando a Terra se ajoelhou
Perante a doença humana que o contaminou
Que todos os dias nos tinge
E a culpa impinge
Nos faz viver em longo tempo
Que no fim passa rápido, a progresso lento

Pensar até o despertar,
Conjugar ideias
Fazer a Terra acordar
Com um turbilhão de pessoas
Nas ruas à revolução
Ao soco e ao pontapé
Arrancar o escroto da governação em fé
Vingando a traição,
Sem ser nunca em demasia
Incendiar a semente de toda a burguesia

Digam-me quando a Terra se ajoelhou
Digam-me…
Perante a doença humana que o contaminou
Que não nos deixa fugir
Escapar nem por longas léguas
Nem que a morte venha acudir
Pois este lugar tão cedo não dá tréguas

Expulsemos da memória a escória capitalista
Que do consumo fez o progresso
E do pensamento e da arte um excesso.
Porque para onde um rio corre
Uma pergunta nasce
Em baixo do sol ardente.
E de si uma resposta morre
Pois à razão submissa faz-se
Nascendo de si um pensamento quente.

Rir torna-se um surreal choro,
Uma saudade pelo desconhecido
A vontade sem um individual foro
Sem um olhar um sentido

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O Relógio Sem Tempo

Sob a lua em fumo se revelava,
A voz de quem pereceu num sonho,
Aquele a quem a Terra se ajoelhava,
Lavrando suas palavras um Mundo,
Por onde o mesmo era triste e medonho,
Deixando somente enterrado no fundo,
Um momento esperando seu último segundo.

Observa-se assim o presente alucinado,
Num rolamento.
Em surdos ecos dum ditado,
Em juízo lento.
Sentamos-nos nas estrelas em banquete divinal,
Recordando a imagem sóbria da matéria
Em tempo real.
E à luz da vela fazemos a léria,
Tristes, alienados sorrindo para a miséria,
Enquanto corre
Dizendo adeus ao tempo
O relógio que minutos não queria contar
Que a sua própria vontade
Ansiava quebrar.

Ficam assim escritas
Num último suspiro em cores frias
As últimas histórias
Dum engenho sem tempo,
Esvaindo-se em sangue
Suas últimas memórias
Suas últimas vitórias…

Restou apenas uma saudade
Da existência nunca criada
Sob uma sombra na qual quis deixar
A vontade de relembrar
A consciência nunca outrora abandonada.

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Questões Vadias

Quão assim continuaremos
Abrindo as portas ao fascismo
À autoridade em que falecemos?
Quando irá o povo despoletar um sismo
Nos muros de ferro do poder,
Acabar com a nossa dor e fazê-los sofrer?

Quando verei o Sol amanhecer,
Iluminando a manhã vermelha
Da aclamada revolução?
Quando a construção irá acontecer
Da utopia que às massas se ajoelha,
E que à sua voz se assemelha?
Quantas vidas perecerão
Esperando a tempestade por detrás da monção?

Não temos Deus, nada nos espera
Nada nos quer mais que consumir
Temos blocos, tijolos, mãos de fera!
Temos vontade de um mundo novo construir?
Uma nova cultura, trato, existência?
Uma nova sociedade, pensamento e ciência?

Abram a mente, as portas da prisão
O mundo só é triste pois apenas somos
Milhões de covardes não esmagando o patrão
Alienador, obliviador da criança que fomos
Trabalhando agora enchendo seus bolsos de ouro
Horas a fio sangrando em troca dum pão

Quando verei o Sol amanhecer,
Iluminando a manhã vermelha
Da aclamada revolução?
Quando a construção irá acontecer
Da utopia que às massas se ajoelha,
E que à sua voz se assemelha?
Quantas vidas perecerão
Até o capitalismo ter o seu fim, a sua destruição?

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